sábado, novembro 04, 2006
Está uma tarde de Sonho.... Não é uma daquelas tardes de verão, onde o calor aperta e nos faz querer adormecer lentamente debaixo de uma sombra, sonhando com os aromas que andam pelo ar... É uma tarde carregada de paz, de uma energia revitalizante que em pequeninos passos vai entrando pelos sentidos, tocando-nos e empurrando-nos para o sonho...
Apetece ao mesmo tempo, sair e andar sem parar, mas também ir para casa e aninharmos-nos num sofá confortável e quentinho, para ficar com a sensação de que já cumprimos o nosso propósito nesse dia. Porque será tão importante termos que ter um propósito para fazermos as coisas? As nossas rotinas diárias, construidas dia após dia, são um exemplo clássico disso. Sempre que nos sentimos sem um propósito, algo que digamos que temos para fazer, ficamos à nora, perdidos no espaço e no tempo... São poucas as pessoas que conseguem passar uma tarde simplesmente paradas a olhar para algo, sem nada que as possa defender, livros, música, ou outra coisa qualquer... Apenas nós e o local onde nos encontramos... Experimentem fazer isto... Não é um desperdício de tempo, acreditem, pois terão que lidar não apenas com o que vos rodeia mas também convosco próprios. Agora, experimentem fazer isto muitas vezes... Não apenas uma vez aqui e acolá, mas tentem fazê-lo várias vezes, sempre sem horários ou locais certos, pois senão começa-se de novo a criar a tão famosa rotina...
À pouco estava a fazer um comentário num blog de um amigo, e lembrei-me de algo muito importante que por norma as pessoas esquecem... Lidar com a ciência, não implica perder o contacto com o metafísico, com o romantismo que existe no dia-a-dia, com todas aquelas coisas pequeninas que nos lembram de que algo mais existe. Vou usar uma analogia, algo que por norma não gosto de fazer: imaginem alguém a trabalhar num campo, semeando as sementes de onde algo irá nascer; estamos a usar uma ferramenta, para construir o local que permitirá fazer algo nascer, dar as condições para que a vida possa aparecer, as duas coisas complementam-se, assim é a ciência e o romantismo. A ciência é a ferramenta que cria o local, o romantismo depois encarrega-se de nascer... Esta foi uma idéia que comecei a fermentar, não apenas com algumas descobertas pessoais do meu eu, mas também quando comecei a enveredar pelo estudo da mecânica quântica. Recordo-me de alguém no passado me ter acusado de querer falar com Deus... Nada disso... Não somos todos nós Deuses? Pensem nisso...
Existe um senhor, infelizmente já falecido, que acreditava na união das duas coisas; era seu nome Carl Sagan... Muitos dirão que ele era um simples e acérrimo defensor da ciência pura como religião, mas não... Leiam uma obra dele, simplesmente divina, o Contacto, nunca esquecerei o final divino da obra...
Enfim, agora, será Sonho ou Realidade?... As duas coisas juntas penso... Fica nova imagem, muito bonita, por si...
sexta-feira, novembro 03, 2006
O Dia Depois de Amanhã...
Onde será que já ouvi este título? Sinceramente esta história de roubar os direitos de autor é complicada... Ninguém acredita que duas pessoas possam ter idéias semelhantes? Não digo que sejam exactamente iguais, excepto quando se cai em lugares comuns, os apregoados «clichés», que muito boa gente que por aí anda, gosta...
Onde fica a definição de alma gémea? Hummm, muito que se tería que dizer disso... Será a nossa alma gémea alguém que nos complementa, ou seja, alguém que perfaz as nossas faltas, o que não temos, tem ela? Ou será alguém que partilha as mesmas idéias, os mesmos gostos, as mesmas aventuras?... Algo que tenho pensado ultimamente, e que cada dia que passa menos percebo... Fico inclinado a escolher uma espécie de simbiose entre os dois... Lá entra a biologia em acção!...
Enfim, após aquela véspera de feriado muito triste e parada, consegui agitar um pouco as águas... Nada de muito tumultuoso... Não, não podería ser tão ousado assim... É engraçado como de repente, nos sítios mais estranhos do mundo, nos ocorrem os pensamentos mais reveladores, os sentimentos mais puros, perante estranhos, pessoas que não conhecemos de lado nenhum, mas que repente nos dão uma sensação de paz e conforto, fazendo-nos deleitar numa maré, sem sentimento de volta...
Assim me aconteceu... Foi estranho, mas bom ao mesmo tempo... Deixar as coisas andarem, uma verdade universal, que é uma Verdade importante a não esquecer... Resignação? Não... Mas um certo comodismo é essencial em algumas alturas das nossas vidas... Andar adormecido, uma espécie de transe... De repente vem à memória um teledisco de um single fabuloso dos anos 80, por um artista um pouco maltratado (ele a si mesmo, e o público a ele) de nome Michael Jackson no tema Thriller. Lembram-se dos zombies, e da dança que fazem? Somos todos um pouco disso, em determinadas alturas da vida...
Um lanche calmo, uma possível sessão de Jazz, será talvez, o desfecho deste dia... Vou deixar uma foto, que representa um pouco do que disse...
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terça-feira, outubro 31, 2006
Véspera de Feriado?
Hummm.... É véspera de feriado, foi um dia muito enfadonho, cinzento... Não tem ajudado os meus horários completamente desvairados, isto parece aqueles conselhos antigos, 'Cedo erguer e cedo deitar, dá saude e faz crescer...' ou será outra coisa do género?
Nunca fui bom em ditados populares, quanto mais provérbios e afins. Tenho uma amiga que é muito dada a isso: imaginem falar com alguém, e nós uns perfeitos «nabos» na matéria, que nos responde através de adivinhas usando provérbios e ditados... Acreditem, é um Inferno autêntico! Mais ainda quando realmente estamos interessados em tentar desvendar o que a outra pessoa nos disse; para quem gosta de uma boa conversa, e tenta dizer algo de substantivo, sem metáforas ou analogias que atrapalhem o caminho, é exactamente o oposto ao tão apregoado «código postal», acabamos por ficar com cara de estúpido, ao mesmo tempo puxamos pela cabeça para tentar desvendar o enigma e finalmente ainda nos sentimos pior para não tentar mostrá-lo à outra pessoa...
Devería existir um «código postal» nas conversas entre as pessoas... Nunca percebi bem os jogos que se fazem entre uns e outros... Porque não dizer exactamente o que se pensa? O que se quer? Claro que um pouco de respeito por nós próprios e pelo outro se impõe. Imaginem, chegar ao pé de alguém e dizer abertamente: «Olhe, acho-o extremamente irritante!» ou algo do género; isto traz a questão das «mentiras inocentes» uma espécie de clemência entre as pessoas.
Quanto aos horários, acreditem, andar com os horários tão trocados, não faz bem... Claro que não estou a dizer a ninguém para se deitar e levantar com as galinhas, mas a não ser que sejam obrigados a isso por motivos profissionais, não o façam... Hoje foi um exemplo clássico de desperdício de tempo para mim: acordar tarde, não ter vontade de levantar, acabar por dormir mais e quando damos por isso já se foi o dia; se fosse uma vez única, enfim, mas quando se começa a transformar isto em rotina diária, quando aquela centelha nos dá vontade de mexer só aparece à noite, então é um sinal de que algo está errado.
Parece que não, mas o nosso corpo precisa do dia... Acreditem, já trabalhei de noite e aquilo que sentia mais falta era do dia. Por uns tempos, ainda conseguimos levar por diante as coisas, até que é giro, acordar tarde, não ter que levar com aquele caos do trânsito de manhã, mas ao fim de um tempo o corpo ressente-se, mais ainda quando se tem uma personalidade que gosta de andar na rua, ao ar livre, como eu...
Enfim, um dia para esquecer, não fosse este pequeno momento de «confissão» e sentia que o dia tinha ido para o galheto, e sejamos sinceros, quando se têm os dias contados à face deste pequenino mundo, então todos os segundos são preciosos. À que experimentar todos os pequenos prazeres deste mundo, mas meus amigos, não exagerem na dose, pois como se diz e bem, tudo que é em excesso é mau...
Vou acabar com mais uma foto, hoje para ser saudosista, ao mesmo tempo para me fazer recordar a mim mesmo daquilo que perdi ao ficar um dia inteiro fechado em casa, finalmente para vos dar a conhecer a minha terra natal, amanhã será diferente...
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V.C.
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Dia 1...
Bem, que posso dizer para o primeiro dia? Acho que antes de tudo se pede um BEM-VINDOS! Obviamente que dirigido a todos que queiram comigo, e todos os demais, partilhar este pequeno cantinho de inconfidências...
Para quem me conhece, isto será uma novidade, ler algo escrito por mim num local como este; desde há uns anos atrás que comecei a enveredar pelos caminhos da caneta, para meu prazer, pois apesar de actualmente ser quase visto como um «cliché» a escrita traz primeiro que tudo satisfação a nós próprios, depois aliado ao medo da crítica vem o desejo de partilhar com alguém aquela idéia que a nós tanto disse...
Mas que tem isto a ver com escrever um blog? Bem, primeiro que tudo é o «meio» usado para o fazer. Nunca antes senti à vontade para escrever nestas maquinetas impessoais que são os computadores... Ahhhh, o prazer de deixar a caneta voar no papél, deixar a escrita fluir, nada como isso! Aqui tenho que estar sempre a ver onde ponho os dedos... Tira o prazer todo... Segundo, a idéia de que terei algo «interessante» a querer partilhar com outros, é definitivamente, um desafio. Acima de tudo é a idéia da já falada crítica, do receio em ver visto e revisto aquilo que a nós parece uma obra-prima, mas que nem sempre o pode ser...
O objectivo, é claro: tentar escrever aqueles pequenos pensamentos que vêm à cabeça, aliando três coisas que adoro fazer: fotografar, desenhar e viajar. Que melhor? Tudo junto num pacote bem embrulhado, com lacinho a condizer...
Espero que se sintam à vontade para colocar o que queiram: pensamentos, críticas, perguntas, debates, fotos, desenhos, poemas, textos que queiram partilhar, enfim, penso que já dá para ter uma idéia daquilo que pretendo criar...
Acima de tudo, um local de livre conversa, debate, onde exista apoio, incentivo e partilha...
Vou deixar este epílogo com um pequeno poema que escrevi, aliado à imagem que lhe deu origem...
«Grãos de vida soltam-se pelo ar...
Espuma, branca como a almofada que deus nos deu para sonhar...
Vento, lufada de ar, brisa de verão, esse respirar que amanhece como as ondas da canção... Cheiros, maresia doce de algodão, sorrisos de chocolate, quente como o verão...
Sonhos, ondas de emoção, flutuando no oceano banhando com rebentos a ondulação...
Assim é a praia nesse inverno abraçado ao quente do coração...»
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V.C.
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