segunda-feira, novembro 13, 2006

O Horizonte...

Praia da Ericeira

Ao longe...



Vê-se um escuro, negro como bréu, esse musgo agarrado

ao céu, brilhante como véu, cobrindo o olhar de quem

nele tenta penetrar...



Ao longe...



Vê-se sonho, pintado com palavras escuras, gotas de súor

escorrendo pelo desafio de quem tenta chorar...



Ao longe...



Vê-se o futuro, destino escondido por entre almofadas de

ar, tentando voar, como pássaros desejando amar...



Ao longe...



A canção mostra-nos o tempo, essa constante que connosco

carrega o mundo, numa tarde encruzilhada entre esse

desejo louco do olhar e os sentidos querendo-te tocar...

sexta-feira, novembro 10, 2006

O Carrocel do Tempo...

Carrocel, Jardim Zoológico de Lisboa

O tempo...



nome engraçado para um ser que constantemente nos toca,

nos leva ao sabor da tempestade da vida, correndo num convés

inundado com o sangue de uma alma perdida sem se achar...



nome engraçado para um barco que carrega os sentimentos,

construindo delicadamente as flores de um mundo ainda sem côr,

mas pronto a amar...



nome engraçado para a Via Láctea, para as estrelas que se unem

decidindo pacientemente os destinos a dar, para cada sonho que

ousa voar...



nome engraçado para a vida, para nossa alma, lançada ao nascer

numa corrida lenta, percorrendo as ruas, por vezes amargas, de

um destino, em busca da canção que pinta as flores do mundo

tentando apenas amar...

quinta-feira, novembro 09, 2006

A Simplicidade...

O Unicórnio, puro como o olhar, simples como o recordar...

Tremo com o sonho que carrego dentro de meu coração...



Anseio com a visão que meu olhar por vezes deixa, em suas

cores, num mundo se formar...



Respiro, com o desejo que voa lá no alto, num céu carregado

com as plumas do anjo, guiando a vida ao acordar...



Choro, na recordação dos sentidos, na lembrança do tempo,

na fotografia do passado, na palavra do futuro, na melodia

do momento esperando seus pais, no tempo ausente dos

sentimentos que a alma alimenta, dormindo à sombra da

estrela que é um desejo, pendurado na vida do mar, por nós

a carregar...



Rio, com a frescura do sentimento que paira no ar, com o

desejo da alegria em te recordar, com meus amigos amparando

meu olhar, com os sentidos brindando-me a cada toque que

minha alma leva no interior do sangue, correndo para me

alegrar...



Amo, por fim, a vida que somos, que podemos ser, deixando

para isso apenas o mundo nos tocar, nos fazer recordar a

união que o abraço dos sentimentos todos os dias acorda para

nos fazer navegar...

quarta-feira, novembro 08, 2006

As penas da Vida...

A Fénix, um pássaro maravilhoso que renasce das cinzas...

As Memórias, o ADN da alma?...

Este título poderá parecer um pouco estranho, mas a cada noite que passa, cada momento que me delicio com esses momentos de sonho guardados no nosso interior, fico mais convencido de que existe tal coisa, uma espécie de ADN para a alma... Se o ADN é a prova tangível da nossa vida, da nossa estrutura como seres humanos, como espécie física, então porque não existir também uma espécie de código para a alma? Porque não existir também uma espécie de alicerce para a nossa alma? Meus amigos, não será algo assim tão inverosímel, pois a alma é algo que todos nós sabemos ter, algo que parte da consciência de nós mesmos, algo maior que existe em tudo que fazemos. Muitos dirão que esta é tão puramente uma manifestação do nosso cérebro, dos nossos desejos, da nossa vontade em fazer algo, atingir algo, ser algo mais... Mas, não... A Alma é algo maior do que isso, que como disse terá também um suporte físico para a alimentar, para nos podermos recordar constantemente da sua presença... Assim acredito que exista um ADN para a alma... Penso nas recordações, nas nossas memórias, onde no escuro da noite, ou num raio de luz, vamos encontrar as emoções, os momentos que construiram um pouco da nossa alma... Serão elas, o alimento físico da nossa alma? Serão elas os alicerces, as cores que vão pintando esse quadro enorme da nossa alma? Uma espécie de casa, onde esta todas as noites se deita, se deixa embalar pelos sonhos, pelos amores perdidos, pelos sentimentos puros, vistos pela sua maior essência, pela sua grandeza maior... As memórias são um dos bens mais preciosos que possuimos, dão-nos conforto, fazem-nos chorar o âmago da nossa alma, do verdadeiro sentido daquilo que temos cá dentro, daquilo que podemos ser na realidade... À uns dias, li, que um informático escreveu um livro sobre a possibilidade de o ADN do ser humano ser a «assinatura» de Deus no mundo... Hipótesse que descarto, pois o todo é o uno, e não apenas um único ser... Apesar disso, algo que merece dar uma olhadela... Um final de dia, continuar, recordar, chorar todas as lágrimas de um céu, amar o infinito, beijar a memória de quem nos fez acordar, de quem connosco irá perdurar... Existirão segundas escolhas neste mundo? Segundos momentos, tão eternos como o primeiro? Amores tão fortes como o infinito? Amizade, querer bem, segundas oportunidades, mas eterno, é só um... Olhando para todos que me rodeiam, penso na humanidade de todos, no amor intenso que todos nós possuimos dentro de nós, em todos os momentos pequenos do dia-a-dia que cada um percorre, onde por vezes esquecemos de procurar o amor, mas atenção, amor é uma união, e ela é feita por tudo isso... Serão nas memórias, onde conseguimos olhar de fora para o que fizemos, que nos é dado a perceber isso, a conseguir ver o que temos, sem necessitar de procurar mais... As memórias, choro e amor, nelas visitamos o interior da vida...

Continuar...

Engraçadas as estradas da vida...



Serpenteando sinuosas à nossa frente, sulcando uma terra fofa,

coberta com o vento que dá cor ao mar, pintado no horizonte,

num destino solto ao ar que entra em nosso interior...



Milhares de caminhos, milhares de vozes, correndo uma canção,

ditando as rimas diferentes que compõem a emoção...



Brincando ao ar, saltando pelo vento, perseguindo um beijo feito

de razão, nascido no âmago da felicidade que transporta uma

familia em busca do riso quente da emoção, saltam as penas de

um filho voando atrás do dia, amigo da canção...



Num verde coberto com o dourado da vida, abanam os acenos que

os sentimentos deixaram numa recordação...



No azul debroado pelo telhado aberto, à espera dos contrastes que

a vida faz à imaginação, sentimos o aproximar do labirinto sem

solução...



Finalmente, deixando nossos sentidos voarem seguros pelo oceano

tranquilo que é tua mão, escolhemos a estrada que leva ao coração...

terça-feira, novembro 07, 2006

Condensar...

Condenso o dia neste poema...





Olho para o céu...



Espero por uma estrela...

que caia, por um desejo pintado com as cores do mar e

feito com as formas de um sonho por acabar...



Espero por uma fada...

por um toque de magia, que num tapete, me leva às portas

escondidas do arco-íris que foge sem eu deixar...



Espero por um tesouro...

por uma aventura que me faça navegar num mar com destino

a uma ilha que fica perdida ao nosso olhar...



Espero por uma história...

um conto que me faça chorar, rir e amar, solto devagar, numa

mão que apenas abana a tinta que cobre o ar...



Olho para o céu...

Aspiro, forte, uma simples tarde a sonhar...

Um dia mais...

É verdade... Mais um dia nesta amálgama de dias e semanas que se têm amontoado para mim. O tempo é algo tão engraçado, longo e curto ao mesmo tempo, sempre andando aos caprichos de quem nele nota ou não, mas sempre sem parar por causa de nada ou ninguém... A vida é assim, a noção das coisas depende sempre daquilo que nós próprios tomamos como realidade ou não. Novamente a conversa sobre Deuses ou talvez simplesmente o constatar de factos inegáveis na vida. Por norma todos nós somos um pouco egoístas, pensamos primeiro em nós mesmos e esquecemos a maior de todas as verdades, aquela em que as coisas acontecem independentemente daquilo que nós temos por certo ou garantido nas nossas vidas. Não vou definir este egoísmo como algo de bom ou mau, pois é ambas as coisas, dependendo sempre das situações em que é empregue; vejamos, por exemplo, se o empregamos como um meio de defesa contra uma agressão, contra alguém que nos faz mal, então não o poderemos definir como mau, mas se o empregarmos numa situação egocêntrica, onde definimos realidade apenas em função de nós mesmos, então é mau... Mesmo quando é mau, nem sempre é voluntário, pois por vezes fazemo-lo involuntariamente, sem que nos apercebamos que o estamos a fazer, em situações em que os nossos propósitos são nobres até... Enfim, olhando para o tempo, vemo-lo passar rápido, furioso, para por vezes parar, quase que escarnecendo de nós... Assim são as coisas, mas a verdade, é que existirão sempre duas realidades coexistindo pacificamente uma com a outra, o bom e o mau, a tristeza e a alegria, a solidão e a união, o frio e o calor da vida, mostrando sempre que uma depende da outra para existir, para que o uno seja completo... A natureza é engraçada, mostra-nos a sua simplicidade de formas tão fáceis de ver, de olhar, fazendo-nos ver o que ainda temos pela frente para recordar, pois meus amigos, ninguém nasce complexo, ninguém nasce carregado de preconceitos e idéias feitas, todos nascemos iguais e diferentes ao mesmo tempo, onde aí sim, a natureza e os seus segredos são tão simples de se perceberem... Precisamos de nos aperceber das coisas, para finalmente recordar e perceber... Colocando a filosofia um pouco de parte, deixo um sorriso no ar, aquele pedacinho de intimidade que conseguimos captar num rosto estranho, num momento roubado de cumplicidade por cumprir... Sorriam, sejam alegres convosco próprios e com todos os demais, sejam justos e acima de tudo sinceros, pois é isso que precisamos ser... A emoção é uma das coisas mais belas que podemos ter, honesta e sincera, é um dos passos para ser feliz... Não fiquem a pensar que estou melancólico, pelo contrário... Apenas um dia mais, apenas mais um degrau nesta escada alucinante da vida...
A Vida como ela é... Festival Internacional de Fogo-de-Artífico, Coimbra

segunda-feira, novembro 06, 2006

Querer e Desejar...

Deixo-vos um pequeno poema que escrevi à uns tempos atrás, junto com um desenho, que traduz este dia na perfeição...





A saudade...



Uma palavra que se estende na noite, manto de veludo cobrindo o horizonte dos sentidos com a chuva dos sentimentos...



Desejo de criança, doce como a inocência, amargo como a solidão que se abate no céu, anunciando a lágrima prateada da emoção...



Vontade de deus, percorrendo campos, como relâmpago acordando o mundo, esse sonho de uma vida, esse rio serpenteando como borboleta, dançando como luz em busca de uma foz...



Coração estrelado, brilhando a lua, olhar que pisca como farol, guiando o vento, mar enfunado procurando um porto, esse ninho de imensidão, vasto como o mel que enche o coração...



Ó saudade, palavra de encantar, magia do sonho, estrela dos desejos, rasto de luz, ilumina esse universo como tocha, para que um toque meu chegue até ti, como canção sussurando apenas emoção...



A expressão diz tudo... O Conjunto faz querer tudo...

sábado, novembro 04, 2006

Será Sonho ou Realidade?

Está uma tarde de Sonho.... Não é uma daquelas tardes de verão, onde o calor aperta e nos faz querer adormecer lentamente debaixo de uma sombra, sonhando com os aromas que andam pelo ar... É uma tarde carregada de paz, de uma energia revitalizante que em pequeninos passos vai entrando pelos sentidos, tocando-nos e empurrando-nos para o sonho... Apetece ao mesmo tempo, sair e andar sem parar, mas também ir para casa e aninharmos-nos num sofá confortável e quentinho, para ficar com a sensação de que já cumprimos o nosso propósito nesse dia. Porque será tão importante termos que ter um propósito para fazermos as coisas? As nossas rotinas diárias, construidas dia após dia, são um exemplo clássico disso. Sempre que nos sentimos sem um propósito, algo que digamos que temos para fazer, ficamos à nora, perdidos no espaço e no tempo... São poucas as pessoas que conseguem passar uma tarde simplesmente paradas a olhar para algo, sem nada que as possa defender, livros, música, ou outra coisa qualquer... Apenas nós e o local onde nos encontramos... Experimentem fazer isto... Não é um desperdício de tempo, acreditem, pois terão que lidar não apenas com o que vos rodeia mas também convosco próprios. Agora, experimentem fazer isto muitas vezes... Não apenas uma vez aqui e acolá, mas tentem fazê-lo várias vezes, sempre sem horários ou locais certos, pois senão começa-se de novo a criar a tão famosa rotina... À pouco estava a fazer um comentário num blog de um amigo, e lembrei-me de algo muito importante que por norma as pessoas esquecem... Lidar com a ciência, não implica perder o contacto com o metafísico, com o romantismo que existe no dia-a-dia, com todas aquelas coisas pequeninas que nos lembram de que algo mais existe. Vou usar uma analogia, algo que por norma não gosto de fazer: imaginem alguém a trabalhar num campo, semeando as sementes de onde algo irá nascer; estamos a usar uma ferramenta, para construir o local que permitirá fazer algo nascer, dar as condições para que a vida possa aparecer, as duas coisas complementam-se, assim é a ciência e o romantismo. A ciência é a ferramenta que cria o local, o romantismo depois encarrega-se de nascer... Esta foi uma idéia que comecei a fermentar, não apenas com algumas descobertas pessoais do meu eu, mas também quando comecei a enveredar pelo estudo da mecânica quântica. Recordo-me de alguém no passado me ter acusado de querer falar com Deus... Nada disso... Não somos todos nós Deuses? Pensem nisso... Existe um senhor, infelizmente já falecido, que acreditava na união das duas coisas; era seu nome Carl Sagan... Muitos dirão que ele era um simples e acérrimo defensor da ciência pura como religião, mas não... Leiam uma obra dele, simplesmente divina, o Contacto, nunca esquecerei o final divino da obra... Enfim, agora, será Sonho ou Realidade?... As duas coisas juntas penso... Fica nova imagem, muito bonita, por si...
Vitral de uma Igreja, Guimarães

sexta-feira, novembro 03, 2006

O Dia Depois de Amanhã...

Onde será que já ouvi este título? Sinceramente esta história de roubar os direitos de autor é complicada... Ninguém acredita que duas pessoas possam ter idéias semelhantes? Não digo que sejam exactamente iguais, excepto quando se cai em lugares comuns, os apregoados «clichés», que muito boa gente que por aí anda, gosta... Onde fica a definição de alma gémea? Hummm, muito que se tería que dizer disso... Será a nossa alma gémea alguém que nos complementa, ou seja, alguém que perfaz as nossas faltas, o que não temos, tem ela? Ou será alguém que partilha as mesmas idéias, os mesmos gostos, as mesmas aventuras?... Algo que tenho pensado ultimamente, e que cada dia que passa menos percebo... Fico inclinado a escolher uma espécie de simbiose entre os dois... Lá entra a biologia em acção!... Enfim, após aquela véspera de feriado muito triste e parada, consegui agitar um pouco as águas... Nada de muito tumultuoso... Não, não podería ser tão ousado assim... É engraçado como de repente, nos sítios mais estranhos do mundo, nos ocorrem os pensamentos mais reveladores, os sentimentos mais puros, perante estranhos, pessoas que não conhecemos de lado nenhum, mas que repente nos dão uma sensação de paz e conforto, fazendo-nos deleitar numa maré, sem sentimento de volta... Assim me aconteceu... Foi estranho, mas bom ao mesmo tempo... Deixar as coisas andarem, uma verdade universal, que é uma Verdade importante a não esquecer... Resignação? Não... Mas um certo comodismo é essencial em algumas alturas das nossas vidas... Andar adormecido, uma espécie de transe... De repente vem à memória um teledisco de um single fabuloso dos anos 80, por um artista um pouco maltratado (ele a si mesmo, e o público a ele) de nome Michael Jackson no tema Thriller. Lembram-se dos zombies, e da dança que fazem? Somos todos um pouco disso, em determinadas alturas da vida... Um lanche calmo, uma possível sessão de Jazz, será talvez, o desfecho deste dia... Vou deixar uma foto, que representa um pouco do que disse...
Gerês, Anoitecer...

terça-feira, outubro 31, 2006

Véspera de Feriado?

Hummm.... É véspera de feriado, foi um dia muito enfadonho, cinzento... Não tem ajudado os meus horários completamente desvairados, isto parece aqueles conselhos antigos, 'Cedo erguer e cedo deitar, dá saude e faz crescer...' ou será outra coisa do género? Nunca fui bom em ditados populares, quanto mais provérbios e afins. Tenho uma amiga que é muito dada a isso: imaginem falar com alguém, e nós uns perfeitos «nabos» na matéria, que nos responde através de adivinhas usando provérbios e ditados... Acreditem, é um Inferno autêntico! Mais ainda quando realmente estamos interessados em tentar desvendar o que a outra pessoa nos disse; para quem gosta de uma boa conversa, e tenta dizer algo de substantivo, sem metáforas ou analogias que atrapalhem o caminho, é exactamente o oposto ao tão apregoado «código postal», acabamos por ficar com cara de estúpido, ao mesmo tempo puxamos pela cabeça para tentar desvendar o enigma e finalmente ainda nos sentimos pior para não tentar mostrá-lo à outra pessoa... Devería existir um «código postal» nas conversas entre as pessoas... Nunca percebi bem os jogos que se fazem entre uns e outros... Porque não dizer exactamente o que se pensa? O que se quer? Claro que um pouco de respeito por nós próprios e pelo outro se impõe. Imaginem, chegar ao pé de alguém e dizer abertamente: «Olhe, acho-o extremamente irritante!» ou algo do género; isto traz a questão das «mentiras inocentes» uma espécie de clemência entre as pessoas. Quanto aos horários, acreditem, andar com os horários tão trocados, não faz bem... Claro que não estou a dizer a ninguém para se deitar e levantar com as galinhas, mas a não ser que sejam obrigados a isso por motivos profissionais, não o façam... Hoje foi um exemplo clássico de desperdício de tempo para mim: acordar tarde, não ter vontade de levantar, acabar por dormir mais e quando damos por isso já se foi o dia; se fosse uma vez única, enfim, mas quando se começa a transformar isto em rotina diária, quando aquela centelha nos dá vontade de mexer só aparece à noite, então é um sinal de que algo está errado. Parece que não, mas o nosso corpo precisa do dia... Acreditem, já trabalhei de noite e aquilo que sentia mais falta era do dia. Por uns tempos, ainda conseguimos levar por diante as coisas, até que é giro, acordar tarde, não ter que levar com aquele caos do trânsito de manhã, mas ao fim de um tempo o corpo ressente-se, mais ainda quando se tem uma personalidade que gosta de andar na rua, ao ar livre, como eu... Enfim, um dia para esquecer, não fosse este pequeno momento de «confissão» e sentia que o dia tinha ido para o galheto, e sejamos sinceros, quando se têm os dias contados à face deste pequenino mundo, então todos os segundos são preciosos. À que experimentar todos os pequenos prazeres deste mundo, mas meus amigos, não exagerem na dose, pois como se diz e bem, tudo que é em excesso é mau... Vou acabar com mais uma foto, hoje para ser saudosista, ao mesmo tempo para me fazer recordar a mim mesmo daquilo que perdi ao ficar um dia inteiro fechado em casa, finalmente para vos dar a conhecer a minha terra natal, amanhã será diferente...
Vila de Coruche, vista tirada a partir do castelo, actualmente uma Igreja

Dia 1...

Bem, que posso dizer para o primeiro dia? Acho que antes de tudo se pede um BEM-VINDOS! Obviamente que dirigido a todos que queiram comigo, e todos os demais, partilhar este pequeno cantinho de inconfidências... Para quem me conhece, isto será uma novidade, ler algo escrito por mim num local como este; desde há uns anos atrás que comecei a enveredar pelos caminhos da caneta, para meu prazer, pois apesar de actualmente ser quase visto como um «cliché» a escrita traz primeiro que tudo satisfação a nós próprios, depois aliado ao medo da crítica vem o desejo de partilhar com alguém aquela idéia que a nós tanto disse... Mas que tem isto a ver com escrever um blog? Bem, primeiro que tudo é o «meio» usado para o fazer. Nunca antes senti à vontade para escrever nestas maquinetas impessoais que são os computadores... Ahhhh, o prazer de deixar a caneta voar no papél, deixar a escrita fluir, nada como isso! Aqui tenho que estar sempre a ver onde ponho os dedos... Tira o prazer todo... Segundo, a idéia de que terei algo «interessante» a querer partilhar com outros, é definitivamente, um desafio. Acima de tudo é a idéia da já falada crítica, do receio em ver visto e revisto aquilo que a nós parece uma obra-prima, mas que nem sempre o pode ser... O objectivo, é claro: tentar escrever aqueles pequenos pensamentos que vêm à cabeça, aliando três coisas que adoro fazer: fotografar, desenhar e viajar. Que melhor? Tudo junto num pacote bem embrulhado, com lacinho a condizer... Espero que se sintam à vontade para colocar o que queiram: pensamentos, críticas, perguntas, debates, fotos, desenhos, poemas, textos que queiram partilhar, enfim, penso que já dá para ter uma idéia daquilo que pretendo criar... Acima de tudo, um local de livre conversa, debate, onde exista apoio, incentivo e partilha... Vou deixar este epílogo com um pequeno poema que escrevi, aliado à imagem que lhe deu origem...
Praia da Consolação, Peniche
«Grãos de vida soltam-se pelo ar... Espuma, branca como a almofada que deus nos deu para sonhar... Vento, lufada de ar, brisa de verão, esse respirar que amanhece como as ondas da canção... Cheiros, maresia doce de algodão, sorrisos de chocolate, quente como o verão... Sonhos, ondas de emoção, flutuando no oceano banhando com rebentos a ondulação... Assim é a praia nesse inverno abraçado ao quente do coração...»